terça-feira, 7 de junho de 2016

Desenvolvimento através de jogos e brincadeiras.

Observei durante alguns dias a mesma cena. Alunos do 6º ano e outros menores, ao sairem da sala de aula no final da manhã se dirigem a rampa de acessibilidade e jogam cartas.Ficam por vários minutos concentrados, alheios ao barulho e movimento dos colegas e pais neste horário no pátio e ao toque da sirene anunciando o final da aula.Eles continuam ali jogando.Os pais entram e convidam-os para irem para casa e tem dificuldades de serem ouvidos.Eu entro em cena, aviso, chamo e dou o ultimato:-Vou fechar o portâo! Só assim, para encerrarem o jogo e voltarem para casa.
Realmente, jogos e brincadeiras são importantes na infância e refletem positivamente na vida adulta das pessoas.
Há comprovações científicas, que pessoas adeptas a jogos, mantém o cérebro ativo e ainda evitam algumas doenças.Brincadeiras, servem como exercício físico e mantém as pessoas joviais, mais saudáveis e há considerável melhora do humor e ainda eleva sua auto estima.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

LIBRAS.



Tivemos no início do mês de maio, nossa primeira aula presencial da interdisciplina de Libras e também a minha primeira experiência com a língua de sinais.      
A professora Bianca Ribeiro Pontim se apresentou usando a língua de sinais, pois é surda, filha de pais surdos. Me impressionou pela desenvoltura, habilidade e com as visíveis demonstrações de alegria e disponibilidade conosco em aula. Nos esclareceu que o surdo não sente falta da audição.
Na escola onde atuo, temos uma aluna surda. A mãe da mesma não permite que ela seja iniciada em Libras, faz uso de aparelho auditivo e aguarda a colocação de implante coclear.Diante dessa situação da aluna, ela não é uma inclusão na escola e sim excluída pois deveria frequentar uma escola de surdos e participar da comunidade surda, o que não acontece pois os familiares não aceitam.         Com a inclusão em nossas escolas, necessitamos o conhecimento de libras para poder trabalhar e orientar as famílias de surdos.Considero de muita importância na nossa formação acadêmica e profissional.
       

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Brincar é coisa séria.

Brincar é coisa séria, sim.São atividades onde as crianças desenvolvem suas potencialidades, descobrem outros papéis, limites, adquire novas habilidades, aprende a viver, forma um novo conceito de si mesma e avança para novas etapas de domínio do mundo que a envolve.
A criança em suas brincadeiras se dedica com muita seriedade e não admite ser interrompida, reage ignorando a interrupção e fica irritada.Percebemos aí que esta atividade não é mero divertimento, é muito mais.Portanto, brincar é o trabalho da criança, um ato sério.
Reforçando o que algumas colegas comentaram, crianças oriundas de comunidades extremamente carentes, ao brincar, transportam-se para outras realidades onde partilham e compartilham experiências e vivências de um mundo imaginário mais divertido e mais feliz do que o seu dia a dia.



quinta-feira, 28 de abril de 2016

Brincar é importante? Por quê?


Sim, brincar é muito importante.Estimular o brincar é essencial para que a criança possa se desenvolver melhor.Quando os pais, por desconhecimento muitas vezes, acabam programando uma agenda de compromissos formais para as crianças, prejudicam o desenvolvimento das mesmas.Podemos citar os principais motivos porque o brincar é importante:
-combate a obesidade
-promove o autoconhecimento
-estimula competências socioemocionais
-gera resiliência
-estimula o respeito
-desenvolve a atenção e autoconhecimento
-alegra a criança
-incentiva o trabalho em equipe
-estimula o raciocínio
-promove a criatividade
-estabelece regras e limites.
Também, no brincar, muitas vezes é onde é exercitado uma futura profissão. Onde se constrói conceitos, aprende-se a respeitar o colega e compartilhar emoções. Onde se demonstra sentimentos como alegria,tristeza e fracassos. Também é uma necessidade biológica que auxilia na formação do cérebro e que fortalece as relações socioafetivas, explorando aspectos como autocontrole, cooperação e negociação. Portanto vamos estimular e permitir que nossas crianças brinquem.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Musicalidade

Musicalidade Humana e experiências pessoais.

Musicalidade:Particularidade, característica ou estado do que é musical;
Tendência natural, sensibilidade ou talento para criar ou tocar música;
Conhecimento sobre música;
Ritmo;
Gosto muito de música e mais ainda de cantar. Desde pequena, cantava na escola e guardo boas lembranças das canções que ensaiávamos para apresentações em datas comemorativas.Minha professora do primeiro ano, cantava maravilhosamente bem.Sem dificuldades, lembro e ouço ainda a sua voz entoando "Escravos de Jó".
Na adolescência, participei de festivais da canção, apesar de ser muito tímida.Gostaria ainda de participar de um coral e estudar mais sobre canto e ou música para usar mais adequadamente minha voz, pois sou uma apaixonada por esta arte.
A música nos traz lembranças boas ou ruins, saudades e emoções.Podemos, ainda sentir alegria, tristeza, sorrir ou chorar através da música...

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Fábulas.

Minhas reflexões e aprendizagens a partir da leitura do texto de Luís Camargo "A Narrativa Fabulística"
O texto iniciou, evidenciando a citação onde os antigos definiam fábula como sendo "uma história mentirosa que mostra uma verdade".
Fábulas são histórias curtas e por serem assim, podem ser facilmente memorizadas. O autor sugere que nas séries  do Ensino Fundamental, solicitemos as crianças que reescrevam as fábulas que lemos para elas. Importante solicitar que desenhem o que mais lhes chamou a atenção. A reescrita permite que avaliemos a compreensão do texto e também para a criança exercitar e flexibilizar sua escrita, aprendendo que um mesmo conteúdo pode ser expresso de maneiras diferentes.
Saliento que  alguns procedimentos que podemos visualizar nas reescritas infantis como a substituição de palavras por sinônimos, a adição de palavras ou informações relevantes, a subtração de palavras e a mudança na ordem de palavras ou frases.
Após reescreverem, os alunos podem trocar seus textos.
Vimos também no texto que as fábulas geralmente apresentam animais como personagens. Eles tem características humanas, e isto é conhecido como personificação. Entendi também que para as crianças inventarem uma fábula, eles precisam ter lido, ouvido e assistido muitas fábulas. Isto qualifica sua escrita.
As fábulas foram inventadas na Grécia e India, por isso fazem referência a animais, plantas e costumes dessas regiões. Nelas também costumam  ficar evidentes um ponto de vista ou opinião o qual é denominado lição ou moral. Nas fábulas Hindu, a característica principal é a quantidade de provérbios incluídos no corpo da fábula, ao contrário da esópica em que a moral aparece no começo ou no fim.
E para finalizar, o autor sugere atividades para trabalhar com estas histórias em sala de aula e como tornar estas atividades prazerosas, diversificadas  e significativas envolvendo a classe toda.


quarta-feira, 6 de abril de 2016

Narrativa.

Na interdisciplina de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem, foi solicitado que criássemos uma pequena narrativa com elementos estudados nas aulas. Compartilho o que escrevi, timidamente!

Rúbia e seu gatinho.

Numa bela e ensolarada manhã de sábado, Rúbia, uma pequena menina, estava na casa de sua avó e decidiu sair com seu gatinho de estimação.
Enquanto sua avó estava costurando, ela tranquilamente falou:
- Vovó, vou sair com meu gatinho!
A avó ficou surpresa, por imaginar que sua neta já estava namorando. Ela pensou:
- Como assim! Minha netinha já está ficando uma mocinha!
Mas a avó pensou equivocadamente, pois Rúbia saiu com seu gatinho de estimação, e agora ele dormia bem tranquilo e confortável no seu colo.

quinta-feira, 31 de março de 2016

POESIA: Convite


Autor: José Paulo Paes.

Foi minha amiga, colega de profissão e professora de Português Maria Inês quem me apresentou esta poesia. Li e gostei muito.Ela, se apresenta tão lindamente como poesia e fala do brincar, espero que também gostem!



quarta-feira, 23 de março de 2016

KARU TARU

Análise do Livro de Literatura infanto juvenil “Karu Taru”.


O livro escolhido é indicado para a leitura de crianças de 5º ano, pois a história é um pouco longa e imbuída de inúmeros detalhes e descrições sobre como se processa entre as tribos indígenas, a escolha de um pajé. O autor de “Karu Taru”, é indígena e escreve livros para jovens e crianças inspirado na sua própria história de vida. Histórias que transmitam a verdadeira realidade do índio brasileiro. O livro escolhido conta como o pequeno Karu Taru foi escolhido para ser o sucessor do pajé, o qual é a figura mais importante e poderosa da aldeia. Com nove anos de idade, ele já começa a passar por rituais e experiências para mais tarde assumir esta responsabilidade. O menino andava um pouco triste, pois seus desafios eram diferentes daqueles dos outros meninos da tribo. Ser pajé, exige muito, é uma tarefa árdua, precisa aprender a ouvir as outras pessoas e falar com os espíritos no mundo dos sonhos. Estes aprendizados exigem sacrifícios: solidão, sofrimento, silêncio, paciência e sobriedade de quem foi escolhido. Precisará aprender sobre a cultura indígena como liberdade, educação, a vida em comunidade e a relação com o tempo Karu terá de passar por rituais e receberá muitas informações para no futuro ser um grande pajé. Isto será possível quando chegar a idade adulta e tiver criado seus filhos. Ao longo da história, o pequeno passa por muitas experiências e ensinamentos para que no futuro possa desempenhar com conhecimento e dedicação a missão que lhe foi confiada. Por enquanto, Karu Taru é apenas uma criança. Razões da escolha: Por se tratar da questão indígena e como se processa a escolha de um pajé, a qual tem uma ciência, uma explicação clara e uma importância fundamental nas comunidades indígenas. Também escolhi, pois foi sugestão escolhermos um livro que tratasse do tema o qual se encaixou plenamente.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Literatura e as diferenças.

Literatura e as diferenças. Importante ressaltar que o assunto “diferenças” não é novo e a literatura já abordava o mesmo. Mas, na última década, notou-se uma preocupação maior com a formação das nossas crianças e como esse assunto é abordado. Diante dessa realidade, muitos livros foram editados sobre a temática com a intenção de formar cidadãos “críticos e criativos”. A literatura é um dos elementos fundamentais da escola, pois é na leitura que o aluno amplia sua visão de mundo e onde podemos dizer que está o “ papel educativo”, visto que aprimora o ser humano enquanto sujeito. Diante deste papel que a literatura ocupa, ela permitiu que nossos alunos tenham contato com a realidade, com diferentes visões de mundo, outros lugares, tempos e modos de agir e ser. A literatura é uma das maneiras possíveis de conhecer e compreender o mundo, um ato de desvendamento de si. E neste caminho que penso na literatura como caminho possível e interessante para “pensar e questionar” determinados temas, e neste caso, questões ligadas à diferença. Quando em sala de aula, trabalhei com o clássico da literatura infantil, “O patinho feio”, o qual chama a atenção para a temática da diferença e mostra ser um assunto tratado há bastante tempo. Evidencia então, que apesar do enfoque diferenciado das discussões hoje em dia, a diferença é pensada no mundo social e cultural há tempos. Esta história tem sido vista por gerações como uma fonte de consolo para os que sofrem sentimento de inadequação ou isolamento. Ela transmite uma mensagem evidente sobre autoestima, status social e promessa de transformação. Na história, o “patinho feio” que nasceu diferente de seus irmãos, sofre muito, tenta encontrar um grupo com características semelhantes às suas. O desfecho final é quando o patinho se transforma num belo cisne e fica bonito pelo fato de ser igual a todos do seu novo grupo. Dessa forma, ao longo da história, o patinho vivia isolado, discriminado devido a sua diferença em relação aos outros animais, sendo aceito somente pelos que são semelhantes a ele, os cisnes. Nós professores, devemos então ter uma postura que respeite a literatura como arte e que possibilite reflexões sobre ela. Ainda, podemos e devemos utilizá-la para abordar e questionar junto aos alunos a história em si, seus valores, preconceitos, estereótipos e identidades. Finalizando, o mesmo livro que diverte o público infantil é também um instrumento importante para ensinar conhecimentos que a criança vai acrescentando a sua bagagem cultural e dessa forma compreendendo e elaborando o mundo em que vive.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Erotização de corpos infantis

Disciplina: Infância de zero a dez anos.
Nome: Marisa Kriese da Silva
                                                                                             Turma: D

Tarefa: Construa um pequeno texto que você analise a propaganda que você selecionou considerando os conceitos de gênero e sexualidade tal como propostos pelas autoras no texto.
Para esta composição escrita, observe com atenção os modos como o movimento analítico é realizado por Jane Felipe e Bianca Guizzo no texto.



A propaganda selecionada é de uma campanha do dia das crianças da Courofino, uma marca de calçados do estado do Ceará (BR). As duas imagens que foram veiculadas, mostram uma menina maquiada, utilizando colares, pulseiras, sapatos de salto, desnuda, usando apenas uma calcinha branca em poses erotizadas.
A imprensa comercializa produtos para o consumo de adultos e coloca a menina extremamente erotizada em uma situação absolutamente desnecessária.
Conforme o artigo de Jane Felipe e Bianca Salazar Guizzo discute-se a sexualidade e onde a pedofilia é amplamente comentada e divulgada pela imprensa. As autoras citadas definem pedofilia como sendo práticas sádicas com crianças ou até mesmo pela contemplação de fotos sensuais de meninas e adolescentes, e que podemos sim, interpretar nas fotos da referida campanha.
Nos dias atuais estas práticas são consideradas doentias e isto é bem recente. As autoras ainda abordam o conceito de gênero, o qual surgiu para se contrapor a idéia de uma essência (masculina ou feminina) natural, universal e imutável enfatizando os processos de construção ou formação histórica, linguística e socialmente determinada.
Diante destas reflexões e colocações torna-se necessário estabelecermos um amplo debate sobre as relações de poder socialmente construídas e reforçadas entre homens e mulheres, adultos e crianças, especialmente dentro das famílias.

Em geral, a sociedade nem se dá conta do quanto ela própria está produzindo novas identidades sexuais e de gênero a partir da objetificação de seus corpos.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Fechamento: Fundamentos da alfabetização

Como já relatei, atualmente não estou atuando em sala de aula, mas em funções administrativas, mesmo assim na minha escola, observo e acompanho as classes de alfabetização.
Os assuntos abordados nesta interdisciplina foram muito interessantes, esclarecedores, adequados e sinalizaram com várias possibilidades de desenvolver práticas de alfabetização no dia-a-dia da sala de aula.Vimos que é possível pensarmos em várias atividades e jogos neste sentido, contudo, é fundamental reconhecer a alfabetização enquanto processo de responsabilidade de toda a equipe escolar ou seja, não devemos pensar em atividades isoladas e sem continuidade.
Como o assunto é complexo, vasto e de importância vital pois envolve a apropriação da leitura e da escrita pelos nossos educandos, devemos avançar ainda mais nossos estudos, aprendizagens práticas e trocas de experiências no decorrer dos próximos semestres...
Obrigada por todas as oportunidades de aprender, professora e sua equipe!!!