quinta-feira, 23 de junho de 2016

Minha infância, experiências pessoais com jogos e brincadeiras.


RECORDAÇÕES


Os jogos e as brincadeiras, certamente contribuíram muito na minha formação como pessoa, possibilitaram vivências e experiências em relação a imaginação, fantasia, símbolos e a realidade compartilhada com os outros ( irmãos e colegas).Pude experimentar o ganhar e o perder e a cumprir regras. 
Os sentimentos de respeito com o outro, a resolução de conflitos e entender e respeitar a opinião do outro. Jogos e brincadeiras permitem o exercício da socialização do ser humano. Tenho ótimas recordações da minha infância em relação ao brincar. 
Nasci e cresci numa casa com pátio grande, cercada por jardins e muitas árvores.Eu e mais duas irmãs que temos pouca diferença de idade, brincávamos sempre juntas. Lembro de brincadeiras como esconde esconde, pega pega, bolitas, pular corda, caçador, mas principalmente de "casinha". 
Nesta última, disputávamos o papel de "mamãe" o qual era a nossa preferência. Era um faz de conta extremamente prazeroso onde sem saber, estávamos desenvolvendo habilidades e valores, os quais certamente levamos para toda a vida.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Música, aprendizagens do semestre.

Na interdisciplina de música tivemos a oportunidade de reforçar e reconhecer o quão importante ela é para a formação e socialização das crianças na escola básica.
Nossos alunos,quando chegam na Educação Infantil, trazem consigo suas experiências e vivências músico-vocais, pois em casa ou nos diversos lugares que frequentam, ouvem e cantam suas músicas preferidas.Quantas vezes apresentamos uma canção para ensaiar, e os alunos já conhecem a letra e a melodia?Entendemos então,que cada um tem suas experiências pessoais em relação a musicalidade. Logo ao nascer, as mães entoam canções para o bebê dormir ou se acalmar e isto segue por toda a vida com canções aprendidas pelo rádio, TV, escola, festa, trabalho, igreja, etc...
As músicas e ou canções nos transmitem alegria ou tristeza, descontração, apreciação e ou comemoração.
Faço referência especial, de quando eu atuava em sala de aula com 2º ano e fazíamos apresentações em datas comemorativas. Meus alunos, quase na totalidade da turma, ficavam muito motivados e participavam ativamente dos ensaios.Também, sentiam-se importantes quando eu solicitava suas opiniões na seleção das músicas.Nossas apresentações eram muito lindas e as famílias que vinham assistir demonstravam grande emoção ao ver seus pequenos se apresentando tão lindamente.As crianças ao se apresentarem, cantando e coreografando as letras, desenvolvem suas potencialidades, o que também contribui para uma aprendizagem significativa e prazerosa. Ainda reconhecem valores como respeito, cooperação e solidariedade.
Segundo Mejiá (2008, p. 241) "cantar supõe um ato afetivo e de expressão de estados de ânimo, implicações grupais, lúdicas e afetivas".
Tive a oportunidade de vivenciar, recordar e cantar algumas músicas e cantigas de rodas de minha infância, o que foi muito bom, voltei no tempo.
O material escrito, atividades , fóruns e vídeos foram bem esclarecedores e certamente úteis para nos acompanhar na nossa prática docente.
Finalizando, agradeço aos professores, tutores e colegas pelas trocas e oportunidades de aprender!

terça-feira, 7 de junho de 2016

Desenvolvimento através de jogos e brincadeiras.

Observei durante alguns dias a mesma cena. Alunos do 6º ano e outros menores, ao sairem da sala de aula no final da manhã se dirigem a rampa de acessibilidade e jogam cartas.Ficam por vários minutos concentrados, alheios ao barulho e movimento dos colegas e pais neste horário no pátio e ao toque da sirene anunciando o final da aula.Eles continuam ali jogando.Os pais entram e convidam-os para irem para casa e tem dificuldades de serem ouvidos.Eu entro em cena, aviso, chamo e dou o ultimato:-Vou fechar o portâo! Só assim, para encerrarem o jogo e voltarem para casa.
Realmente, jogos e brincadeiras são importantes na infância e refletem positivamente na vida adulta das pessoas.
Há comprovações científicas, que pessoas adeptas a jogos, mantém o cérebro ativo e ainda evitam algumas doenças.Brincadeiras, servem como exercício físico e mantém as pessoas joviais, mais saudáveis e há considerável melhora do humor e ainda eleva sua auto estima.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

LIBRAS.



Tivemos no início do mês de maio, nossa primeira aula presencial da interdisciplina de Libras e também a minha primeira experiência com a língua de sinais.      
A professora Bianca Ribeiro Pontim se apresentou usando a língua de sinais, pois é surda, filha de pais surdos. Me impressionou pela desenvoltura, habilidade e com as visíveis demonstrações de alegria e disponibilidade conosco em aula. Nos esclareceu que o surdo não sente falta da audição.
Na escola onde atuo, temos uma aluna surda. A mãe da mesma não permite que ela seja iniciada em Libras, faz uso de aparelho auditivo e aguarda a colocação de implante coclear.Diante dessa situação da aluna, ela não é uma inclusão na escola e sim excluída pois deveria frequentar uma escola de surdos e participar da comunidade surda, o que não acontece pois os familiares não aceitam.         Com a inclusão em nossas escolas, necessitamos o conhecimento de libras para poder trabalhar e orientar as famílias de surdos.Considero de muita importância na nossa formação acadêmica e profissional.
       

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Brincar é coisa séria.

Brincar é coisa séria, sim.São atividades onde as crianças desenvolvem suas potencialidades, descobrem outros papéis, limites, adquire novas habilidades, aprende a viver, forma um novo conceito de si mesma e avança para novas etapas de domínio do mundo que a envolve.
A criança em suas brincadeiras se dedica com muita seriedade e não admite ser interrompida, reage ignorando a interrupção e fica irritada.Percebemos aí que esta atividade não é mero divertimento, é muito mais.Portanto, brincar é o trabalho da criança, um ato sério.
Reforçando o que algumas colegas comentaram, crianças oriundas de comunidades extremamente carentes, ao brincar, transportam-se para outras realidades onde partilham e compartilham experiências e vivências de um mundo imaginário mais divertido e mais feliz do que o seu dia a dia.



quinta-feira, 28 de abril de 2016

Brincar é importante? Por quê?


Sim, brincar é muito importante.Estimular o brincar é essencial para que a criança possa se desenvolver melhor.Quando os pais, por desconhecimento muitas vezes, acabam programando uma agenda de compromissos formais para as crianças, prejudicam o desenvolvimento das mesmas.Podemos citar os principais motivos porque o brincar é importante:
-combate a obesidade
-promove o autoconhecimento
-estimula competências socioemocionais
-gera resiliência
-estimula o respeito
-desenvolve a atenção e autoconhecimento
-alegra a criança
-incentiva o trabalho em equipe
-estimula o raciocínio
-promove a criatividade
-estabelece regras e limites.
Também, no brincar, muitas vezes é onde é exercitado uma futura profissão. Onde se constrói conceitos, aprende-se a respeitar o colega e compartilhar emoções. Onde se demonstra sentimentos como alegria,tristeza e fracassos. Também é uma necessidade biológica que auxilia na formação do cérebro e que fortalece as relações socioafetivas, explorando aspectos como autocontrole, cooperação e negociação. Portanto vamos estimular e permitir que nossas crianças brinquem.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Musicalidade

Musicalidade Humana e experiências pessoais.

Musicalidade:Particularidade, característica ou estado do que é musical;
Tendência natural, sensibilidade ou talento para criar ou tocar música;
Conhecimento sobre música;
Ritmo;
Gosto muito de música e mais ainda de cantar. Desde pequena, cantava na escola e guardo boas lembranças das canções que ensaiávamos para apresentações em datas comemorativas.Minha professora do primeiro ano, cantava maravilhosamente bem.Sem dificuldades, lembro e ouço ainda a sua voz entoando "Escravos de Jó".
Na adolescência, participei de festivais da canção, apesar de ser muito tímida.Gostaria ainda de participar de um coral e estudar mais sobre canto e ou música para usar mais adequadamente minha voz, pois sou uma apaixonada por esta arte.
A música nos traz lembranças boas ou ruins, saudades e emoções.Podemos, ainda sentir alegria, tristeza, sorrir ou chorar através da música...

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Fábulas.

Minhas reflexões e aprendizagens a partir da leitura do texto de Luís Camargo "A Narrativa Fabulística"
O texto iniciou, evidenciando a citação onde os antigos definiam fábula como sendo "uma história mentirosa que mostra uma verdade".
Fábulas são histórias curtas e por serem assim, podem ser facilmente memorizadas. O autor sugere que nas séries  do Ensino Fundamental, solicitemos as crianças que reescrevam as fábulas que lemos para elas. Importante solicitar que desenhem o que mais lhes chamou a atenção. A reescrita permite que avaliemos a compreensão do texto e também para a criança exercitar e flexibilizar sua escrita, aprendendo que um mesmo conteúdo pode ser expresso de maneiras diferentes.
Saliento que  alguns procedimentos que podemos visualizar nas reescritas infantis como a substituição de palavras por sinônimos, a adição de palavras ou informações relevantes, a subtração de palavras e a mudança na ordem de palavras ou frases.
Após reescreverem, os alunos podem trocar seus textos.
Vimos também no texto que as fábulas geralmente apresentam animais como personagens. Eles tem características humanas, e isto é conhecido como personificação. Entendi também que para as crianças inventarem uma fábula, eles precisam ter lido, ouvido e assistido muitas fábulas. Isto qualifica sua escrita.
As fábulas foram inventadas na Grécia e India, por isso fazem referência a animais, plantas e costumes dessas regiões. Nelas também costumam  ficar evidentes um ponto de vista ou opinião o qual é denominado lição ou moral. Nas fábulas Hindu, a característica principal é a quantidade de provérbios incluídos no corpo da fábula, ao contrário da esópica em que a moral aparece no começo ou no fim.
E para finalizar, o autor sugere atividades para trabalhar com estas histórias em sala de aula e como tornar estas atividades prazerosas, diversificadas  e significativas envolvendo a classe toda.


quarta-feira, 6 de abril de 2016

Narrativa.

Na interdisciplina de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem, foi solicitado que criássemos uma pequena narrativa com elementos estudados nas aulas. Compartilho o que escrevi, timidamente!

Rúbia e seu gatinho.

Numa bela e ensolarada manhã de sábado, Rúbia, uma pequena menina, estava na casa de sua avó e decidiu sair com seu gatinho de estimação.
Enquanto sua avó estava costurando, ela tranquilamente falou:
- Vovó, vou sair com meu gatinho!
A avó ficou surpresa, por imaginar que sua neta já estava namorando. Ela pensou:
- Como assim! Minha netinha já está ficando uma mocinha!
Mas a avó pensou equivocadamente, pois Rúbia saiu com seu gatinho de estimação, e agora ele dormia bem tranquilo e confortável no seu colo.

quinta-feira, 31 de março de 2016

POESIA: Convite


Autor: José Paulo Paes.

Foi minha amiga, colega de profissão e professora de Português Maria Inês quem me apresentou esta poesia. Li e gostei muito.Ela, se apresenta tão lindamente como poesia e fala do brincar, espero que também gostem!



quarta-feira, 23 de março de 2016

KARU TARU

Análise do Livro de Literatura infanto juvenil “Karu Taru”.


O livro escolhido é indicado para a leitura de crianças de 5º ano, pois a história é um pouco longa e imbuída de inúmeros detalhes e descrições sobre como se processa entre as tribos indígenas, a escolha de um pajé. O autor de “Karu Taru”, é indígena e escreve livros para jovens e crianças inspirado na sua própria história de vida. Histórias que transmitam a verdadeira realidade do índio brasileiro. O livro escolhido conta como o pequeno Karu Taru foi escolhido para ser o sucessor do pajé, o qual é a figura mais importante e poderosa da aldeia. Com nove anos de idade, ele já começa a passar por rituais e experiências para mais tarde assumir esta responsabilidade. O menino andava um pouco triste, pois seus desafios eram diferentes daqueles dos outros meninos da tribo. Ser pajé, exige muito, é uma tarefa árdua, precisa aprender a ouvir as outras pessoas e falar com os espíritos no mundo dos sonhos. Estes aprendizados exigem sacrifícios: solidão, sofrimento, silêncio, paciência e sobriedade de quem foi escolhido. Precisará aprender sobre a cultura indígena como liberdade, educação, a vida em comunidade e a relação com o tempo Karu terá de passar por rituais e receberá muitas informações para no futuro ser um grande pajé. Isto será possível quando chegar a idade adulta e tiver criado seus filhos. Ao longo da história, o pequeno passa por muitas experiências e ensinamentos para que no futuro possa desempenhar com conhecimento e dedicação a missão que lhe foi confiada. Por enquanto, Karu Taru é apenas uma criança. Razões da escolha: Por se tratar da questão indígena e como se processa a escolha de um pajé, a qual tem uma ciência, uma explicação clara e uma importância fundamental nas comunidades indígenas. Também escolhi, pois foi sugestão escolhermos um livro que tratasse do tema o qual se encaixou plenamente.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Literatura e as diferenças.

Literatura e as diferenças. Importante ressaltar que o assunto “diferenças” não é novo e a literatura já abordava o mesmo. Mas, na última década, notou-se uma preocupação maior com a formação das nossas crianças e como esse assunto é abordado. Diante dessa realidade, muitos livros foram editados sobre a temática com a intenção de formar cidadãos “críticos e criativos”. A literatura é um dos elementos fundamentais da escola, pois é na leitura que o aluno amplia sua visão de mundo e onde podemos dizer que está o “ papel educativo”, visto que aprimora o ser humano enquanto sujeito. Diante deste papel que a literatura ocupa, ela permitiu que nossos alunos tenham contato com a realidade, com diferentes visões de mundo, outros lugares, tempos e modos de agir e ser. A literatura é uma das maneiras possíveis de conhecer e compreender o mundo, um ato de desvendamento de si. E neste caminho que penso na literatura como caminho possível e interessante para “pensar e questionar” determinados temas, e neste caso, questões ligadas à diferença. Quando em sala de aula, trabalhei com o clássico da literatura infantil, “O patinho feio”, o qual chama a atenção para a temática da diferença e mostra ser um assunto tratado há bastante tempo. Evidencia então, que apesar do enfoque diferenciado das discussões hoje em dia, a diferença é pensada no mundo social e cultural há tempos. Esta história tem sido vista por gerações como uma fonte de consolo para os que sofrem sentimento de inadequação ou isolamento. Ela transmite uma mensagem evidente sobre autoestima, status social e promessa de transformação. Na história, o “patinho feio” que nasceu diferente de seus irmãos, sofre muito, tenta encontrar um grupo com características semelhantes às suas. O desfecho final é quando o patinho se transforma num belo cisne e fica bonito pelo fato de ser igual a todos do seu novo grupo. Dessa forma, ao longo da história, o patinho vivia isolado, discriminado devido a sua diferença em relação aos outros animais, sendo aceito somente pelos que são semelhantes a ele, os cisnes. Nós professores, devemos então ter uma postura que respeite a literatura como arte e que possibilite reflexões sobre ela. Ainda, podemos e devemos utilizá-la para abordar e questionar junto aos alunos a história em si, seus valores, preconceitos, estereótipos e identidades. Finalizando, o mesmo livro que diverte o público infantil é também um instrumento importante para ensinar conhecimentos que a criança vai acrescentando a sua bagagem cultural e dessa forma compreendendo e elaborando o mundo em que vive.