quinta-feira, 28 de abril de 2016

Brincar é importante? Por quê?


Sim, brincar é muito importante.Estimular o brincar é essencial para que a criança possa se desenvolver melhor.Quando os pais, por desconhecimento muitas vezes, acabam programando uma agenda de compromissos formais para as crianças, prejudicam o desenvolvimento das mesmas.Podemos citar os principais motivos porque o brincar é importante:
-combate a obesidade
-promove o autoconhecimento
-estimula competências socioemocionais
-gera resiliência
-estimula o respeito
-desenvolve a atenção e autoconhecimento
-alegra a criança
-incentiva o trabalho em equipe
-estimula o raciocínio
-promove a criatividade
-estabelece regras e limites.
Também, no brincar, muitas vezes é onde é exercitado uma futura profissão. Onde se constrói conceitos, aprende-se a respeitar o colega e compartilhar emoções. Onde se demonstra sentimentos como alegria,tristeza e fracassos. Também é uma necessidade biológica que auxilia na formação do cérebro e que fortalece as relações socioafetivas, explorando aspectos como autocontrole, cooperação e negociação. Portanto vamos estimular e permitir que nossas crianças brinquem.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Musicalidade

Musicalidade Humana e experiências pessoais.

Musicalidade:Particularidade, característica ou estado do que é musical;
Tendência natural, sensibilidade ou talento para criar ou tocar música;
Conhecimento sobre música;
Ritmo;
Gosto muito de música e mais ainda de cantar. Desde pequena, cantava na escola e guardo boas lembranças das canções que ensaiávamos para apresentações em datas comemorativas.Minha professora do primeiro ano, cantava maravilhosamente bem.Sem dificuldades, lembro e ouço ainda a sua voz entoando "Escravos de Jó".
Na adolescência, participei de festivais da canção, apesar de ser muito tímida.Gostaria ainda de participar de um coral e estudar mais sobre canto e ou música para usar mais adequadamente minha voz, pois sou uma apaixonada por esta arte.
A música nos traz lembranças boas ou ruins, saudades e emoções.Podemos, ainda sentir alegria, tristeza, sorrir ou chorar através da música...

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Fábulas.

Minhas reflexões e aprendizagens a partir da leitura do texto de Luís Camargo "A Narrativa Fabulística"
O texto iniciou, evidenciando a citação onde os antigos definiam fábula como sendo "uma história mentirosa que mostra uma verdade".
Fábulas são histórias curtas e por serem assim, podem ser facilmente memorizadas. O autor sugere que nas séries  do Ensino Fundamental, solicitemos as crianças que reescrevam as fábulas que lemos para elas. Importante solicitar que desenhem o que mais lhes chamou a atenção. A reescrita permite que avaliemos a compreensão do texto e também para a criança exercitar e flexibilizar sua escrita, aprendendo que um mesmo conteúdo pode ser expresso de maneiras diferentes.
Saliento que  alguns procedimentos que podemos visualizar nas reescritas infantis como a substituição de palavras por sinônimos, a adição de palavras ou informações relevantes, a subtração de palavras e a mudança na ordem de palavras ou frases.
Após reescreverem, os alunos podem trocar seus textos.
Vimos também no texto que as fábulas geralmente apresentam animais como personagens. Eles tem características humanas, e isto é conhecido como personificação. Entendi também que para as crianças inventarem uma fábula, eles precisam ter lido, ouvido e assistido muitas fábulas. Isto qualifica sua escrita.
As fábulas foram inventadas na Grécia e India, por isso fazem referência a animais, plantas e costumes dessas regiões. Nelas também costumam  ficar evidentes um ponto de vista ou opinião o qual é denominado lição ou moral. Nas fábulas Hindu, a característica principal é a quantidade de provérbios incluídos no corpo da fábula, ao contrário da esópica em que a moral aparece no começo ou no fim.
E para finalizar, o autor sugere atividades para trabalhar com estas histórias em sala de aula e como tornar estas atividades prazerosas, diversificadas  e significativas envolvendo a classe toda.


quarta-feira, 6 de abril de 2016

Narrativa.

Na interdisciplina de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem, foi solicitado que criássemos uma pequena narrativa com elementos estudados nas aulas. Compartilho o que escrevi, timidamente!

Rúbia e seu gatinho.

Numa bela e ensolarada manhã de sábado, Rúbia, uma pequena menina, estava na casa de sua avó e decidiu sair com seu gatinho de estimação.
Enquanto sua avó estava costurando, ela tranquilamente falou:
- Vovó, vou sair com meu gatinho!
A avó ficou surpresa, por imaginar que sua neta já estava namorando. Ela pensou:
- Como assim! Minha netinha já está ficando uma mocinha!
Mas a avó pensou equivocadamente, pois Rúbia saiu com seu gatinho de estimação, e agora ele dormia bem tranquilo e confortável no seu colo.

quinta-feira, 31 de março de 2016

POESIA: Convite


Autor: José Paulo Paes.

Foi minha amiga, colega de profissão e professora de Português Maria Inês quem me apresentou esta poesia. Li e gostei muito.Ela, se apresenta tão lindamente como poesia e fala do brincar, espero que também gostem!



quarta-feira, 23 de março de 2016

KARU TARU

Análise do Livro de Literatura infanto juvenil “Karu Taru”.


O livro escolhido é indicado para a leitura de crianças de 5º ano, pois a história é um pouco longa e imbuída de inúmeros detalhes e descrições sobre como se processa entre as tribos indígenas, a escolha de um pajé. O autor de “Karu Taru”, é indígena e escreve livros para jovens e crianças inspirado na sua própria história de vida. Histórias que transmitam a verdadeira realidade do índio brasileiro. O livro escolhido conta como o pequeno Karu Taru foi escolhido para ser o sucessor do pajé, o qual é a figura mais importante e poderosa da aldeia. Com nove anos de idade, ele já começa a passar por rituais e experiências para mais tarde assumir esta responsabilidade. O menino andava um pouco triste, pois seus desafios eram diferentes daqueles dos outros meninos da tribo. Ser pajé, exige muito, é uma tarefa árdua, precisa aprender a ouvir as outras pessoas e falar com os espíritos no mundo dos sonhos. Estes aprendizados exigem sacrifícios: solidão, sofrimento, silêncio, paciência e sobriedade de quem foi escolhido. Precisará aprender sobre a cultura indígena como liberdade, educação, a vida em comunidade e a relação com o tempo Karu terá de passar por rituais e receberá muitas informações para no futuro ser um grande pajé. Isto será possível quando chegar a idade adulta e tiver criado seus filhos. Ao longo da história, o pequeno passa por muitas experiências e ensinamentos para que no futuro possa desempenhar com conhecimento e dedicação a missão que lhe foi confiada. Por enquanto, Karu Taru é apenas uma criança. Razões da escolha: Por se tratar da questão indígena e como se processa a escolha de um pajé, a qual tem uma ciência, uma explicação clara e uma importância fundamental nas comunidades indígenas. Também escolhi, pois foi sugestão escolhermos um livro que tratasse do tema o qual se encaixou plenamente.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Literatura e as diferenças.

Literatura e as diferenças. Importante ressaltar que o assunto “diferenças” não é novo e a literatura já abordava o mesmo. Mas, na última década, notou-se uma preocupação maior com a formação das nossas crianças e como esse assunto é abordado. Diante dessa realidade, muitos livros foram editados sobre a temática com a intenção de formar cidadãos “críticos e criativos”. A literatura é um dos elementos fundamentais da escola, pois é na leitura que o aluno amplia sua visão de mundo e onde podemos dizer que está o “ papel educativo”, visto que aprimora o ser humano enquanto sujeito. Diante deste papel que a literatura ocupa, ela permitiu que nossos alunos tenham contato com a realidade, com diferentes visões de mundo, outros lugares, tempos e modos de agir e ser. A literatura é uma das maneiras possíveis de conhecer e compreender o mundo, um ato de desvendamento de si. E neste caminho que penso na literatura como caminho possível e interessante para “pensar e questionar” determinados temas, e neste caso, questões ligadas à diferença. Quando em sala de aula, trabalhei com o clássico da literatura infantil, “O patinho feio”, o qual chama a atenção para a temática da diferença e mostra ser um assunto tratado há bastante tempo. Evidencia então, que apesar do enfoque diferenciado das discussões hoje em dia, a diferença é pensada no mundo social e cultural há tempos. Esta história tem sido vista por gerações como uma fonte de consolo para os que sofrem sentimento de inadequação ou isolamento. Ela transmite uma mensagem evidente sobre autoestima, status social e promessa de transformação. Na história, o “patinho feio” que nasceu diferente de seus irmãos, sofre muito, tenta encontrar um grupo com características semelhantes às suas. O desfecho final é quando o patinho se transforma num belo cisne e fica bonito pelo fato de ser igual a todos do seu novo grupo. Dessa forma, ao longo da história, o patinho vivia isolado, discriminado devido a sua diferença em relação aos outros animais, sendo aceito somente pelos que são semelhantes a ele, os cisnes. Nós professores, devemos então ter uma postura que respeite a literatura como arte e que possibilite reflexões sobre ela. Ainda, podemos e devemos utilizá-la para abordar e questionar junto aos alunos a história em si, seus valores, preconceitos, estereótipos e identidades. Finalizando, o mesmo livro que diverte o público infantil é também um instrumento importante para ensinar conhecimentos que a criança vai acrescentando a sua bagagem cultural e dessa forma compreendendo e elaborando o mundo em que vive.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Erotização de corpos infantis

Disciplina: Infância de zero a dez anos.
Nome: Marisa Kriese da Silva
                                                                                             Turma: D

Tarefa: Construa um pequeno texto que você analise a propaganda que você selecionou considerando os conceitos de gênero e sexualidade tal como propostos pelas autoras no texto.
Para esta composição escrita, observe com atenção os modos como o movimento analítico é realizado por Jane Felipe e Bianca Guizzo no texto.



A propaganda selecionada é de uma campanha do dia das crianças da Courofino, uma marca de calçados do estado do Ceará (BR). As duas imagens que foram veiculadas, mostram uma menina maquiada, utilizando colares, pulseiras, sapatos de salto, desnuda, usando apenas uma calcinha branca em poses erotizadas.
A imprensa comercializa produtos para o consumo de adultos e coloca a menina extremamente erotizada em uma situação absolutamente desnecessária.
Conforme o artigo de Jane Felipe e Bianca Salazar Guizzo discute-se a sexualidade e onde a pedofilia é amplamente comentada e divulgada pela imprensa. As autoras citadas definem pedofilia como sendo práticas sádicas com crianças ou até mesmo pela contemplação de fotos sensuais de meninas e adolescentes, e que podemos sim, interpretar nas fotos da referida campanha.
Nos dias atuais estas práticas são consideradas doentias e isto é bem recente. As autoras ainda abordam o conceito de gênero, o qual surgiu para se contrapor a idéia de uma essência (masculina ou feminina) natural, universal e imutável enfatizando os processos de construção ou formação histórica, linguística e socialmente determinada.
Diante destas reflexões e colocações torna-se necessário estabelecermos um amplo debate sobre as relações de poder socialmente construídas e reforçadas entre homens e mulheres, adultos e crianças, especialmente dentro das famílias.

Em geral, a sociedade nem se dá conta do quanto ela própria está produzindo novas identidades sexuais e de gênero a partir da objetificação de seus corpos.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Fechamento: Fundamentos da alfabetização

Como já relatei, atualmente não estou atuando em sala de aula, mas em funções administrativas, mesmo assim na minha escola, observo e acompanho as classes de alfabetização.
Os assuntos abordados nesta interdisciplina foram muito interessantes, esclarecedores, adequados e sinalizaram com várias possibilidades de desenvolver práticas de alfabetização no dia-a-dia da sala de aula.Vimos que é possível pensarmos em várias atividades e jogos neste sentido, contudo, é fundamental reconhecer a alfabetização enquanto processo de responsabilidade de toda a equipe escolar ou seja, não devemos pensar em atividades isoladas e sem continuidade.
Como o assunto é complexo, vasto e de importância vital pois envolve a apropriação da leitura e da escrita pelos nossos educandos, devemos avançar ainda mais nossos estudos, aprendizagens práticas e trocas de experiências no decorrer dos próximos semestres...
Obrigada por todas as oportunidades de aprender, professora e sua equipe!!!

sábado, 31 de outubro de 2015

Educação Pública

http://blogdotarso.com/2013/03/28/finlandia-a-melhor-educacao-do-mundo-e-100-estatal-gratuita-e-universal/

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A Finlândia tem a melhor educação do mundo. Lá todas as crianças tem direito ao mesmo ensino, seja o filho do empresário ou o filho do garçom. Todas as escolas são públicas-estatais, eficientes, profissionalizadas. Todos os professores são servidores públicos, ganham bem e são estimulados e reconhecidos. Nas escolas há serviços de saúde e alimentação, tudo gratuito.
Na Finlândia a internet é um direito de todos.
A Finlândia se destaca em tecnologia mais do que os Estados Unidos da América.
Sim, na Finlândia se paga bastante imposto: 50% do PIB.
O país dá um banho nos Estados Unidos da América em matéria de educação e de não corrupção.
Na Finlândia se incentiva a colaboração, e não a competição.
Mas os neoliberais-gerenciais, privatistas, continuam a citar os EUA como modelo.
Difícil o Brasil chegar perto do modelo finlandês? Quase impossível. Mas qual modelo devemos perseguir? Com certeza não pode ser o da privatização.

sábado, 24 de outubro de 2015

Infância e pós-modernidade

FICHAMENTO

1-Caracterize três marcas do que se entende por pós-moderno.

Lyotard definiu pós-moderno como “A incredulidade em relação às metas narrativas”. Com isso ele queria dizer que a experiência da pós-modernidade decorreria da perda de nossas crenças em visões totalizantes da história que prescreviam regras de conduta, politica e ética para toda a humanidade.
Lipovetsky destaca que o termo pós-moderno pretendeu qualificar o estado cultural da sociedade. Classificou como um período de transição. Ele relata que o mundo foi sacudido e abalado, mas as características principais da modernidade não desapareceram.
Lemert discute o termo como algo que não cumpriu as promessas da modernidade. Que as pessoas não se iludam em relação a um mundo melhor.

2-O que significa pensar o tempo atual como base no binômio solidez/liquidez?

Solidez: Tempos em que tínhamos um planejamento de vida pautados na organização a longo prazo, firme e sólido e, que a modernidade se encarregou de derreter isso.
Liquidez: Significa que o tempo atual é de uma sociedade onde as relações são fluidas, frágeis. A sociedade onde a amizade de ambas as partes matariam ou morreriam uma pela outra, a qual já não existe mais.

3-Explique a frase “A mídia tem sido uma das principais produtoras das representações que compartilhamos (p79). Para construir sua resposta utilize-se do exemplo da representação do corpo” oferecido pela autora (p.79/80).

A mídia certamente define nos nossos dias a forma como vivemos e, inclusive como relata Sarlo (2000) onde corpo saudável não é mais aquele que goza de ótima saúde, mas principalmente aquele que é “belo e jovem”. Para alcançarmos beleza e juventude, devemos, segundo esses padrões de exigência, consumir alimentos, roupas, procedimentos estéticos e ou cirúrgicos para atingir o corpo ideal.

4-Considerando as discussões que o texto oferece, como as crianças se veem hoje implicadas numa sociedade do consumo?


As crianças, segundo Momo, são extremamente consumistas, inclusive as de poder aquisitivo baixo. Aquelas de classe social elevadas realmente tem acesso a tudo o que a mídia oferece enquanto as de classes menos favorecidas consomem também, mas através de representações e significados dos bens materiais oferecidos pela propaganda que veicula na televisão e nas demais mídias. Estas crianças apresentam comportamentos imediatistas em relação ao querer e ter tudo, não valorizar o que tem e estarem em estado de insatisfação constante. 

sábado, 17 de outubro de 2015

Reprovação Escolar


Criança estudando matemática

http://g1.globo.com/educacao/blog/andrea-ramal/post/reprovar-nao-e-solucao-mas-aprovar-quem-nao-aprendeu-e-pior.html


Uma escola não é boa porque não reprova. A escola é boa quando todos os alunos aprendem e, por isso, nem precisa haver reprovações.

De fato, a reprovação é hoje muito questionada. Afinal, fazer os estudantes repetirem o ano inteiro para ver os mesmos conteúdos outra vez é uma solução ultrapassada, cômoda, cara e ineficiente. Países com alta qualidade de ensino encontraram alternativas que funcionam melhor e de forma preventiva, como, por exemplo, aulas de reforço ao longo do ano. Na Finlândia, os professores são orientados a dedicar mais tempo aos alunos que têm mais dificuldades. Resultado: a taxa de reprovação é de 2% e o índice de conclusão da educação básica é de 99,7%. Em Hong Kong, quando um professor tem mais de 3% dos alunos com baixo desempenho, uma comissão vai avaliar o trabalho do docente.

Já o Brasil é um dos países que mais reprovam. No ensino médio o índice chega a 13,1%. São quase 3 bilhões de dólares/ano gastos além do necessário, só nos anos finais da escolaridade. O pior é que, como mostram as pesquisas qualitativas e quantitativas, há grande relação entre repetência e evasão.

Não é à toa que o estudo recém-divulgado pelo Todos pela Educação mostra que apenas 54% dos jovens brasileiros conseguem concluir o ensino médio até os 19 anos. Dos jovens entre 15 e 17 anos, um a cada cinco ainda está no ensino fundamental, acumulando reprovações. E 15,7% abandonaram o estudo, certamente depois de experiências de fracasso escolar.

Da constatação de que reprovar não resolve nossos problemas, a tomar a decisão de implementar um sistema de progressão continuada, sem as devidas melhorias na rede de ensino, o salto é arriscado demais. E o que é grave: muitos estados e municípios confundem esse conceito com o de “aprovação automática”. Na aprovação automática, se o aluno aprendeu, vai para a série seguinte; se não aprendeu, vai também. Consequência: o caos. Já a progressão continuada é um conceito diferente, constitui um alargamento dos ciclos escolares.

Trocando em miúdos: as escolas estruturam os períodos de aprendizagem em etapas de um ano, ou 200 dias letivos. Ora, certas competências podem levar mais tempo para se desenvolver, e poderíamos organizar essa “trilha de aprendizagem” em períodos diferentes. Percebe-se que a divisão das etapas de desenvolvimento em 12 meses é arbitrária e poderíamos usar outras medidas, como 24 ou 36 meses, por exemplo, dependendo do planejamento.

Na escola da sociedade industrial, entendida como fábrica, os “produtos” com defeito são mandados de volta para o início da linha de produção ou descartados. Já a progressão continuada parte do princípio de que a escola não produz pessoas “em série” e o trabalho deve ser personalizado. Baseia-se no princípio de que todos os alunos são capazes de aprender, mas têm ritmos diferentes. Assim, é injusto interromper os percursos em dezembro e exigir que alguns recomecem do zero, como se não tivesse havido nenhuma evolução. Quando bem aplicada, essa lógica ajuda a criança a manter-se na escola e não desistir.

Se, em si, a progressão continuada pode ser uma alternativa, por que os indicadores do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) continuam baixos mesmo nas redes que a adotaram?

Primeiro, porque há descontinuidade entre os professores das diversas séries. Alguns reclamam que o aluno “chegou sem base”, o que indica a falta de um trabalho integrado. Os registros das lacunas de aprendizagem dos estudantes inexistem ou são falhos. Faltam processos de avaliação continuada para conhecer os problemas e definir novas estratégias didáticas.

Além disso, as famílias não compreendem como isso funciona. Alguns pais procuram a escola e reclamam que a criança passou “sem saber nada”. Os professores não têm suficiente preparação para as novas práticas e, com frequência, não concordam com o modo como o sistema é implantado – até porque, não raro, são constrangidos a aprovar os estudantes compulsoriamente.

Ainda assim, a progressão continuada poderia funcionar melhor. Para começar, os professores precisam acreditar no modelo; para tanto, deveriam ser convidados a participar de sua construção e das mudanças que implica. É decisivo envolver as famílias, sobretudo no caso do ensino fundamental, capacitando-as para participar da vida escolar e reforçar o trabalho em casa. Os alunos devem ser acompanhados com registros cuidadosos, a partir de avaliações permanentes, que detectem lacunas e necessidades de correção. Há que desenhar um plano de reforço específico para alunos com mais dificuldades.

Sem isso, o problema vira uma bola de neve. O aluno vai sendo jogado para a etapa seguinte sem saber a matéria e depois a escola não sabe muito bem o que fazer com ele, porque formou um analfabeto funcional.

A fragilidade do modelo aparece no Ideb, que cruza números de aprovação com desempenho. Não adianta ter todos os estudantes nos anos finais da escola, se eles não conseguem responder às questões das provas. É isso o que vem acontecendo nas últimas medições: alta aprovação, mas baixo rendimento.
*Foto: AJ Photo/BSIP

sábado, 10 de outubro de 2015

Como ocorreu minha alfabetização.

Minha mãe foi professora e atuava na escola onde iniciei minha vida escolar.Fui alfabetizada aos 06 anos no Grupo Escolar de Ubiretama, um pequeno município na Região das Missões aqui do estado.Minha professora Dona Lenir, era muito experiente, dedicada,  ótima alfabetizadora e eu não tive dificuldades.A cartilha que usávamos era "Onde está o Patinho?".Relato também, finalizando, que não lembro exatamente o momento que comecei a ler.

domingo, 27 de setembro de 2015

Olá pessoal,

Aqui está o 'nascimento' do meu Blog.
Espero com ele estar mais próxima dos meus professores, tutores e colegas...
Da mesma forma, espero que à partir dos meus primeiros passos com esta ferramenta possa com o passar do tempo ter um maior conhecimento e agilidade para que assim, possamos interagir de uma forma mais rápida e objetiva.
Abraços à todos,

Marisa K Silva